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quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Há sempre um lado que pese e um outro lado que flutua"

Por Carina Diniz

Não sei você, mas muitas vezes, sinto sede de uma boa música fazendo sucesso, mesmo porque, quando algo faz sucesso, de alguma forma você acaba ouvindo e o pior, algumas letras ficam na cabeça e teimam para sair. O que é bom para mim, não é e nem será, necessariamente, bom para você. Mas, certamente, músicas boas e ruins fazem sucesso, visto que, o conceito de “bom” e “ruim” é relativo quando se trata de tantos estilos musicais existentes.

Um tempo atrás, assisti no Programa do Jô, uma entrevista com o cantor pernambucano Otto. Até então, não o conhecia. Minha primeira impressão foi de um cara inteligente, mas um pouco maluco, o que foi comprovado quando ele começou a cantar. Ele brinca com as palavras de maneira articulada e não apenas letras e palavras que se combinam. A música
Saudade é um exemplo disso. Logo nos primeiros segundos você percebe o ritmo nordestino, que se não aparecer no ritmo, aparece em seu sotaque. Para Anderson Maciel, 21, o instrumental das músicas é melhor do que a voz do cantor. “Não gosto muito da voz dele e acho as letras um pouco estranhas”, afirma Anderson.


Otto cantando Crua no programa Altas Horas

Por não conhecer, em minha pequena opinião, achei que Otto não fosse muito conhecido. Foi então, quando ouvi a música Crua do álbum Certa Manhã Acordei Intranqüilo tocando na mais nova novela da Globo, Passione. Com a estréia da novela, o cantor ficou um pouquinho mais conhecido. Encontrei em três blogs pelo menos cinco comentários de pessoas buscando saber quem cantava a música Crua. Débora Barreto, 24, mora em Fortaleza (CE) e é fã no cantor. “Apesar de alguns palavrões, gosto muito das músicas dele", diz Débora. Na opinião da cearense, o álbum Certa Manhã Acordei Intranqüilo é o melhor da carreira de Otto.

Um pouco mais de Otto
Na opinião de Pedro Alexandre Sanches, colaborador iG Cultura: clique
aqui
No Programa do Jô: clique aqui
Na opinião dos leitores do Blog Som Barato: clique aqui
Um pouco da sua história: clique
aqui

*Foto de Jefferson Fernandes/FotoRepórter/AE

sábado, 24 de abril de 2010

Você conhece Maria Gadú?

Por Flávia Costa

Eu estava na casa de uma amiga minha, aqui perto da faculdade, esperando a digestão acontecer quando um som bom começou a tomar conta da casa. Demorei um tempo para reconhecer a música que tocava, e fiquei em choque ao perceber o quanto aquela música que há muito tempo eu considerava poppobre tinha se transformado em boa MPB. Era uma versão incrivelmente boa de Baba da cantora Kelly Key(isso mesmo, acredite!)
_ Marília*, quem é essa que tá cantando?
Minha amiga colocou a cabeça pra fora do quarto e com um sorriso lançou:
_ Boa, né? Você não conhece a Maria Gadú?

**Maria Gadú e seu cd de estreia, que leva seu nome
A partir de então essa pergunta ficou literalmente na boca do povo. Principalmente depois de ter entrado com tudo na trilha sonora de Viver a Vida, com Shimbalaiê. A verdade é que a partir do momento que descobri Maria Gadú, lá pra agosto do ano passado comecei a devorar tudo que ela produziu. Vídeos e mais vídeos do Youtube e mais uma versão deliciosa de Caleidoscópio no programa Som Brasil. Em setembro, ganhei de presente do namorado seu cd original, que diga-se de passagem também é visualmente regado de bom gosto. E comecei a fazer a pergunta para todos os amigos: Você conhece Maria Gadú?
Agora tá aí, todo mundo já conhece. A novela explora minuto a minuto, passagem por passagem da novela, sua boa voz, o que me preocupa, pois pode se tornar exaustivo. Além disso, a verdade é que o cd é repleto de outras boas músicas, muito maduras e com um embalo de MPB impossível de não contagiar. Para conhecer de fato a cantora é necessário escutar outras faixas suas como é o caso das minhas preferidas Altar Particular, Lounge e Tudo Diferente.

Sobre a cantora
Maria Gadú, na verdade se chama Maira e seu sobrenome complicado deu uma encurtada para o bonito e artístico Gadú. A moça tem só 22 e sua música de maior sucesso, Shimbalaiê, foi composta por ela quando tinha apenas 12 anos de idade. É paulistana, mas sua carreira deslanchou mesmo no Rio, em 2008, de maneira muito rápida. Já recebeu elogio de Milton Nascimento, Caetano Veloso e é queridinha de muitos famosos - como Luiza Possi e Preta Gil.
Muita gente rotula como a nova Cássia Eller, mas a semelhança se restringe à aparência e à boa qualidade. De resto, são muito diferentes. Em recente declaração, Maria disse "Gosto de tudo quanto é música. Sertanejo, Rock, Bossa Nova. Acho que sou um pouquinho de todos eles."
A quem interessar conhecer um pouco além da novela das 8, é só colocar o play aqui.



*Fica o agradecimento à amiga Marília pelo bom gosto musical.
**Fotos retiradas do site oficial da cantora

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Violão, letra e voz


Por Carina Diniz

Quando peguei o filme nas mãos, li: “Com que frequência você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez.” Puxa! Qualquer um que lêsse isso se sentiria desafiado a pensar: “Será isso verdade?” ou “E se for verdade?”. Estou falando do filme Once - em português, Apenas uma vez - alguém aí já ouviu falar? Ele narra o romance entre Glen Hansard, um músico das ruas de Dublin, Irlanda e Marketa Irglová, garota tcheca que vende flores nas ruas dessa mesma cidade. Ambos apaixonados por música e por causa da música acabam se apaixonando. A música se torna ingrediente fundamental para tornar os 85 minutos de filme fascinantes. As canções cativantes e melancólicas acompanham o romance e dizem o que os personagens deixaram ou preferiram não dizer. As verdades ditas nas músicas, do amor do passado ainda presente que ambos viveram com outras pessoas as tornam ainda mais bonitas. Falling Slowly, When Your Mind’s Made Up, Lies, Leave, All the Way Down e Say it to me now são as músicas que mais gostei. A canção Falling Slowly, escrita por Glen Hansard para o filme ganhou Oscar em fevereiro de 2008.



O violão, a letra, as vozes se combinam de forma surpreendente. O ritmo calmo e repentinamente acelerado das músicas me lembra as do Damien Rice, cantor e compositor irlandês que passei a admirar muito mais depois do show que ele fez em janeiro do ano passado em São Paulo. Ele fez um show apenas com seu violão e voz. Compare:


(o vídeo é amador, mas dá para perceber as semelhanças)

Depois de assisti ao filme fiquei com a idéia de que apesar do romance dos dois não acontecerem de fato, eles viveram um romance. A companhia, os olhares, a cumplicidade e principalmente as músicas criaram um romance. Enquanto assiste ao filme você percebe o quanto ele é simples, assim como seus personagens e não foi feito sob uma super produção. O próprio diretor afirma que foi “um projeto entre amigos, com pouco dinheiro e muita alma”.

O filme foi lançado em 2006, com estréia no Brasil em 2008 e apesar de não muito conhecido vale a pena assistir.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

The Beatles - para ver, ouvir e ler

Por Ana Alkmim

The Beatles é uma das bandas de rock mais ouvidas até os dias de hoje. Do avô ao netinho, todo mundo se encanta com a as melodias dos meninos de Liverpool. Formada em 1960, tinha como integrantes John Lenon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo. A última vez que tocaram juntos foi em 1969, então até hoje são criados inúmeros produtos que visam homenagear e eternizar a magia criada pela banda.
Aqui estão duas dicas imperdíveis:

The Beatles LOVE – Cirque du Soleil
O famoso circo canadense se baseou na energia e na exuberância da banda inglesa para criar o espetáculo The Beatles, LOVE. Usando as fitas originais do estúdio Abbey Road, o espetáculo conta com um elenco jovem de 60 artistas de diferentes países para recriar o universo mágico das músicas da banda.
O espetáculo teve um teatro construído exclusivamente para sua exibição que fica no The Mirage Hotel em Las Vegas. Quem tiver a sorte de ir para lá, não deixa de conferir!!! Pra quem vai ficar por aqui, este é um vídeo com alguns trechos do espetáculo:



The Beatles – A BIOGRAFIA
Em 2007 foi lançada a biografia que promete ser a mais completa sobre os Beatles. Bob Spitz demorou 7 anos para pesquisar e escrever o livro. Nesta biografia são contados os momentos de glória, mas também muitos podres de uma das bandas mais famosas do mundo. Cheia de entrevistas e histórias inéditas, esta é a nova bíblia para os Beatles maníacos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Boa Música - Norah Jones

Por Flávia Costa

Não vim aqui falar de coisa nova, quentinha, saindo do forno. Não estou aqui pra falar sobre a notícia da hora, o último filme do momento, mas graças a Deus o Espaço Antenado é um blog e eu posso vir aqui e expor minha opinião sem tantos cuidados. Desta forma, vim aqui hoje para falar sobre o último cd da cantora Norah Jones, lançado no ano passado, “The Fall”. Resolvi falar sobre ele, porque música boa é atemporal e esse cd, eu afirmo, é de se escutar muito, durante muito tempo.

Com a marca de mais de 40 milhões de cópias vendidas até seu penúltimo cd “Not too late”, muitas coisas mudaram na vida da cantora. Ela estreou como atriz no filme “Um beijo roubado”, terminou o namoro com seu baixista e parceiro de composições Lee Alexander e cortou (muito!) os cabelos. O último cd, tem um toque diferente dos outros, com toques de guitarra inovadores e pouco perceptíveis aos novos amantes da cantora, mas isso pouco importa.



Vou começar falando sobre minha preferida, Back to Manhattan. É de uma delicadeza (e tristeza) sem igual. Sua voz suave é ao mesmo tempo consistente e essa é sua marca principal. Logo em seguida continuo me deliciando com a sutileza de December com uma letra deliciosa. Dá ainda para rir com a ironia – incluindo a melodia - de Man of the hour, registrando o inevitável momento que toda mulher passa, ao não encontrar companhia masculina plausível.

É claro que tenho uma queda aguda pelas músicas calmas e sutis, daí vai meu destaque para estas aí de cima, mas o cd tem toques mais agitadinhos (agitadinhos à nível de Norah Jones), como é o caso de “Chasing Pirates” e Tell your Mama.

Bom, vou parando por aqui antes que eu fale de todas as faixas do cd, que é o meu preferido do momento. Se você gosta de bons toques de jazz e blues, além de uma atmosfera tranqüila, corre agora mesmo para o youtube e escute antes de baixar. Já adiantei o trabalho pra vocês e postei minha preferida. Este já não é mais o mesmo cd de ‘Come away with me’, mas é um verdadeiro convite.







Saiba mais: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/musica/norah-jonas-colecionadora-records-critica-510424.shtml
http://blogs.abril.com.br/guimaraes1982/2009/11/norah-jones-lanca-mais-um-bom-disco-the-fall.html