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terça-feira, 8 de junho de 2010

Mostra Cinema de Moda começa hoje em São Paulo

Entrando no embalo de uma das semanas mais badaladas da cidade de São Paulo, quando acontece nada mais nada menos que o São Paulo Fashion Week (SPFW), a Galeria Central juntamente com a Galeria Olido realiza a 2ª edição da mostra Cinema de Moda, que começa nesse dia 8 e vai até o dia 16.
A mostra pretende unir as duas artes distintas que são ao mesmo tempo, tão complementares: cinema e moda. Desta forma, o evento tem como objetivo desvendar ao grande público questões que envolvem a moda por meio do cinema. Para isso, conta com dezesseis curadores, sendo eles estilistas, professores, críticos e outros profissionais da área. Já a seleção dos filmes ficou por conta de jornalistas e criadores de moda, como é o caso de Constanza Pascolato.

Cena do filme brasileiro Zuzu Angel

Chama atenção a escolha dos mais variados filmes, abraçando clássicos como My Fair Lady, que conta com a inesquecível Audrey Hepburn e o aclamado Os Embalos de Sábado à Noite, que contagiaram o mundo com as calças boca de sino de um jovem e atraente John Travolta.

My Fair Lady - Um clássico!

Mas as escolhas vão além do óbvio. Alguns filmes surpreendem pela participação na mostra como é o caso de Clube da Luta, com Brad Pitt, e Entre Dois Amores com Meryl Streep e Robert Redford (tão jovens!). A mostra também conta com o indispensável, como é o caso do documentário Yves Saint Laurent - O Tempo Redescoberto.


Yves Saint Laurent


A idealização do projeto ficou por conta de Danilo Blanco e Fernando Zelman. O evento também tem ligação com a exposição Roupa de Domingo, que será inaugurada no mesmo período na Galeria Pontes. Lembrando que o ingresso para ambos cabe no bolso de qualquer um, apenas R$1,00.
Os dois eventos fazem parte do projeto 2º Circuito SP de Moda e Arte, que tem como organizadores a Galeria Central, Cine Olido e Galeria Pontes.
Para mais informações, visite:
Programação
Blog Mondo Moda
Veja SP

Obs: Todas as fotos são de divulgação da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo.

domingo, 23 de maio de 2010

Sessão Domingo

Por Flávia Costa
Esse tempinho que anda fazendo, tão típico da nossa cidade de São Paulo, combina perfeitamente com filme, seja ele em casa, debaixo de cobertor, seja no cinema, com a boa pipoca amanteigada do Cinemark, por exemplo.
Desta forma, tirei meu final de semana para me dedicar à sétima arte das duas maneiras e resolvi deixar aqui meu testemunho e dicas de filmes, que ficam ainda melhor em boa companhia.
O primeiro deles vai para aqueles que preferem dar adeus ao final de semana saindo de casa, pegando o tradicional cineminha no shopping. O Homem de Ferro 2 serve perfeitamente para aqueles que querem viajar completamente para fora da realidade, e leva bom elenco às telas, com Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, entre outros.


O filme é repleto de explosões e fogos e coisas tipicamente masculinas e é recomendável se você tem um namorado apaixonado por tal estilo e órfão de Homem Aranha e Batman. Na minha opinião não agrega muita coisa ào primeiro, mas é um bom filme de ação, o elenco é afinado e tem até uns toques de humor. O filme segue aquela saga do herói bobinha de que o protagonista nunca machuca ninguém, mas que no fundo a gente adora.
Ah e a própria Scarlett, que todo mundo vive elogiando e destacando como a mais sexy do mundo não está lá essas coisas no filme. Mais um ponto pra levar o namorado!

Já essa segunda opção, Simplesmente Complicado, vai para aqueles que preferem não escutar a musiquinha do Fantástico no final da noite, mas preferem o bom aconchego de casa para se aproximar da segunda-feira. O filme conta com a atuação mais uma vez incrível de Meryl Streep, o que por si só já é uma boa recomendação para os amantes do bom cinema. A história é leve e ao mesmo tempo intensa e madura e rende ótimas risadas. Destaco a atuação de Alec Baldwin que andava maio sumido e volta muito cômico e convincente. Uma delícia de filme, com direito a triangulo amoroso na maturidade. Muitos podem considerar sessão da tarde, mas eu acho ótimo para qualquer horário. Vale para um cinema em casa com as amigas ou para os namorados que gostam de agradar as namoradas.

Saiba Mais :
* O Homem de Ferro 2 - Crítica; Trailler
* Simplesmente Complicado - Trailler; Crítica

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Maravilha de Tim Burton


É incrível a força que uma produção da Disney ainda tem nos dias de hoje. Eu me lembro que ninguém se recordava mais de Alice no País das Maravilhas, quando de repente, anunciado o filme de Tim Burton, livros e imagens e as mais diversificadas edições da menina começaram a tomar destaque nas grandes livrarias do país. Eu mesma, que nunca fui muito chegada no clássico resolvi dar minha conferida num livro antes de mergulhar no filme.
Obviamente, como tantas outras pessoas fui atraída pelas imagens estonteantes de Johnny Depp como Chapeleiro Louco, que foi (muito!) divulgada e estava lá, no final de semana de estreia, na porta do Cinemark, enfrentando uma fila imensa de adultos e - adivinhem - pouquíssimas crianças!
De fato, a fotografia do filme é algo pra ninguém botar defeito. A maquiagem do ator é perfeita, assim como sua atuação, diga-se de passagem. O fato é que, o visual é tão bonito e agradável que tive a sensação de que a própria história foi deixada um pouco de lado e que o filme, em si, foi baseado só nas suas cores e efeitos especiais.
Li muitas críticas à respeito dos personagens: a maioria parece achar que os atores deram vida à simples caricaturas. Mas tenho a sensação de que esta tenha sido a vontade do diretor: uma rainha muito brava, a outra muito boa e um louco de ótimo coração. Tudo bem definido.
O filme foi disponibilizado em 3D mas não escolhi tal opção por duas razões: a procura é ainda maior e talvez eu seja um pouco do contra, mas acho que um filme de tal tamanho em 3D é muito cansativo para os meus olhos. Para falar a verdade, depois de Avatar e tantos outros filmes tão estonteantes visualmente, tenho sentido falta de filmes sem efeitos. Que delícia assistir um Poderoso Chefão durante essa semana, com pouquíssimos efeitos (hoje considerados pitorescos), no qual os atores são de fato protagonistas! Será que estou vivendo alguma espécie de nostalgia antecipada?



Saiba mais: Omelete, Trailler

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Violão, letra e voz


Por Carina Diniz

Quando peguei o filme nas mãos, li: “Com que frequência você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez.” Puxa! Qualquer um que lêsse isso se sentiria desafiado a pensar: “Será isso verdade?” ou “E se for verdade?”. Estou falando do filme Once - em português, Apenas uma vez - alguém aí já ouviu falar? Ele narra o romance entre Glen Hansard, um músico das ruas de Dublin, Irlanda e Marketa Irglová, garota tcheca que vende flores nas ruas dessa mesma cidade. Ambos apaixonados por música e por causa da música acabam se apaixonando. A música se torna ingrediente fundamental para tornar os 85 minutos de filme fascinantes. As canções cativantes e melancólicas acompanham o romance e dizem o que os personagens deixaram ou preferiram não dizer. As verdades ditas nas músicas, do amor do passado ainda presente que ambos viveram com outras pessoas as tornam ainda mais bonitas. Falling Slowly, When Your Mind’s Made Up, Lies, Leave, All the Way Down e Say it to me now são as músicas que mais gostei. A canção Falling Slowly, escrita por Glen Hansard para o filme ganhou Oscar em fevereiro de 2008.



O violão, a letra, as vozes se combinam de forma surpreendente. O ritmo calmo e repentinamente acelerado das músicas me lembra as do Damien Rice, cantor e compositor irlandês que passei a admirar muito mais depois do show que ele fez em janeiro do ano passado em São Paulo. Ele fez um show apenas com seu violão e voz. Compare:


(o vídeo é amador, mas dá para perceber as semelhanças)

Depois de assisti ao filme fiquei com a idéia de que apesar do romance dos dois não acontecerem de fato, eles viveram um romance. A companhia, os olhares, a cumplicidade e principalmente as músicas criaram um romance. Enquanto assiste ao filme você percebe o quanto ele é simples, assim como seus personagens e não foi feito sob uma super produção. O próprio diretor afirma que foi “um projeto entre amigos, com pouco dinheiro e muita alma”.

O filme foi lançado em 2006, com estréia no Brasil em 2008 e apesar de não muito conhecido vale a pena assistir.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Sonho Possível


Por Ana Alkmim

Em um mundo em que as tragédias ocupam a maior parte dos noticiários, assistir a uma história como esta realmente faz com que olhemos a vida por uma outra faceta. Um sonho possível (The Blind Side, no original) é um filme baseado no livro The Blind Side, de Michael Lewis. É a história real de Michael Oher, um jovem negro que veio da periferia e é ajudado por uma família branca. Depois de ser acolhido pela família, Big Mike, apelido de Michael, entra para o time de futebol americano da escola. Michael ocupa a posição de lefttackle, na qual tem o objetivo de proteger o lado cego do quarterback.
À primeira vista, Leigh Anne, sua mãe adotiva, é quem adquire o papel de proteger e dar carinho a Big Mike. Porém, logo no início de sua relação com a nova família, Michael mostra seu lado protetor e carinhoso. O jovem jogador não protege apenas o lado cego (lado cego = the blind side) do quarterback, mas também o de sua família. E é esta relação que dá nome ao filme, esta mútua proteção do lado cego de quem se quer bem.
Tanto as atitudes de Michael como as de Leigh Anne dentro da relação de mãe e filho não são nada previsíveis. O menino da periferia, que poderia ser revoltado contra o mundo, tem um enorme instinto protetor. E a tradicional família de classe alta americana não mostra preconceito nem desdém por Michael. Pelo contrário, o tratam como se fosse um filho.
Por se tratar de uma história verídica, a direção de John Lee Hancock mostra uma enorme preocupação em preservar estes personagens da vida real. A mãe biológica de Michael, por exemplo, viciada em drogas e completamente conturbada, tem sua realidade amenizada pelo diretor. Assim como as cenas envolvendo drogas que não são exibidas, mas apenas lembradas ou contadas pelos personagens.


A atuação de Sandra Bullock é muito autêntica e precisa, não é a toa que ganhou o Oscar de melhor atriz neste ano. A sutileza com que assimilou as características da verdadeira Leigh Anne prende e emociona público. A atriz nos ajuda a acreditar que as pessoas ainda são capazes de modificar suas vidas para transformar a de outro ser humano.
Saí do filme com a sensação de que o sonho por um mundo mais justo e íntegro ainda é possível.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Amor Acontece


Por Carina Diniz
Nada melhor do que depois de uma manhã inteira assistindo aula pegar um cineminha vazio (muito vazio): eu e mais cinco. Entrei no cinema para assistir O Amor Acontece que estreou em São Paulo sexta-feira, dia 5, sem muita expectativa. Não tinha lido nada sobre o filme e não me lembrava de nenhum amigo ter comentado ou recomendado.

Dirigido por Brandon Camp e tendo como roteirista Mike Thompson e o próprio Brandon Camp o filme conta com Aaron Eckhart (Burke Ryan), de Batmam – O Cavaleiro das trevas e Obrigado por fumar, Jennifer Aniston (Eloise Chandler), de Ele não está tão afim de você, Martin Sheen (Sogro de Burke) de Cidade do Silêncio. Li críticas ruins a respeito da atuação de Aaron Eckhart e Jennifer Aniston, de que eles não se doaram aos personagens, mas gostei da história! O filme é sessão da tarde, por isso, recomendo que assistam como fiz: numa sessão da tarde. Apesar do gênero romance, o que mais me prendeu ao filme não foi o romance entre Burke e Eloise, que por sinal não foi muito explorado, me prendi muito mais a ouvir aqueles depoimentos de pessoas que perderam entes queridos. Fiquei pensando na quantidade de pessoas que sofrem uma perda que desmoronam suas vidas e que não conseguem reconstruí-las. O romance do filme é como um ator coadjuvante, e o drama de Burke, o ator principal.


Assista ao trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=e3eAsGqMW54

Confira os horários para os próximos dias (até 18/3) nos cinemas de São Paulo:
http://www.cinemark.net.br/horarios/?cidade=1&cine1=&filme1=3117&filme2=&x=15&y=7

Veja também:
http://blogs.r7.com/rubens-ewald-filho/2010/03/04/estreia-o-amor-acontece/

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/03/04/em-amor-acontece-superacao-abre-porta-para-felicidade-915986107.asp